Novo salário mínimo já faz trabalhador gastar mais antes mesmo do reajuste
26-Dez-2009
A partir de 1º de janeiro, o novo salário mínimo de R$ 510 passa a vigorar – aumento de 9,6% em relação aos atuais R$ 465. De olho no crescimento dos rendimentos, os trabalhadores já estão contando com o dinheiro extra para fazer compras. O aumento de R$ 45 estimula o brasileiro a comprar mais, mesmo antes do reajuste.

Uma pesquisa feita pelo Dieese mostrou que o salário mínimo que hoje é de R$ 465 deveria ser quatro vezes maior para que o brasileiro pudesse garantir as despesas familiares e não contraísse mais dívidas.

O novo salário mínimo vai beneficiar cerca de 46,1 milhões de brasileiros que têm rendimento atrelado a esse piso, segundo estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) que faz parte de estudo divulgado nesta terça-feira (22). 

Além disso, de acordo com o levantamento, um mínimo a R$ 510 injetaria R$ 26,6 bilhões na economia e representaria um aumento de R$ 7,7 bilhões na arrecadação tributária sobre o consumo. 

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou na última terça-feira que o governo tem dinheiro para pagar esse aumento do salário, que representa um reajuste de 9,68% em relação ao valor vigente – R$ 465. 

Segundo o ministro, o aumento do mínimo acima do previsto anteriormente – que era de R$ 507 – deverá custar aos cofres públicos cerca de R$ 600 milhões a mais. O impacto nas contas da Previdência deverá ser de aproximadamente R$ 4,6 bilhões. Se o aumento fosse para R$ 507, seria de R$ 4 bilhões. 

- Temos recursos. Nós fizemos alguns ajustes e o relator [deputado Geraldo Magela, do PT] contribuiu para isso, colocando o reajuste no Orçamento. Temos como pagar.

R7