Gripe Suína: SES confirma dois novos casos e descarta 13
03-Set-2009
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) recebeu o resultado de 15 exames laboratoriais de pacientes com suspeita de influenza, nos últimos dois dias, sendo que dois deram positivos para a gripe A-H1N1 e 13 foram descartados para qualquer tipo de gripe. Até agora, foram notificados 122 casos suspeitos de gripe no Estado, sendo que 36 estão sendo investigados, 18 foram positivos para o novo vírus e 68 descartados. O Laboratório Central do Estado (Lacen) iniciou esta semana o processando das amostras coletadas e só as que derem positivo para influenza seguirão para o Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém-PA, para identificação do vírus causador. A novidade vai diminuir o tempo de espera pelo diagnóstico, na Paraíba.
A gerente de Resposta Rápida da SES, Diana Pinto, explicou que os dois novos casos positivos de H1N1 são de uma gestante de 36 anos, moradora de João Pessoa, que está no terceiro trimestre de gestação, e de um segurança de 29 anos, também residente na Capital. “Os dois estão curados e fora do período de transmissão. Não foram registrados casos secundários da doença entre os familiares. Essa é a segunda gestante com confirmação da doença no Estado, a outra mora em Guarabira. As duas estão bem. Os outros nove casos suspeitos entre grávidas foram descartados”, explicou.
Lacen descarta caso
Desde a última quarta-feira (2), o Laboratório Central do Estado está processando as amostras coletadas de casos suspeitos de gripe. No primeiro dia, o laboratório já descartou um caso suspeito de uma adolescente de 16 anos, que estava internada em um hospital da Capital, porque verificou que ela não tinha o vírus influenza.
Segundo Diana Pinto, o Ministério da Saúde não havia liberado a manipulação de amostras pelos laboratórios dos Estados, por não se conhecer o risco do vírus. “Com essa abertura para processarmos as amostras aqui, o diagnóstico será agilizado. O Lacen faz a análise da amostra através do exame de imunofluorescência indireta, que indica ou não a presença da influenza. Se for detectado o vírus da influenza nessa amostra, ela segue para o IEC que vai fazer o sequenciamento genético, que vai apontar o tipo de vírus. Do jeito que estava sendo feito, mandávamos todas as amostras e o IEC estava recebendo de 600 a 650 amostras, por dia, para processar.
Queda no número de notificações
O novo boletim epidemiológico da influenza A-H1N1, divulgado nesta segunda-feira (31) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), aponta uma tendência de queda no número de notificações de gripe, na Paraíba, nas duas últimas semanas epidemiológicas. Enquanto que de 9 a 15 de agosto foram notificados 29 casos da doença, na última semana epidemiológica foram apenas seis. Desde o surgimento do novo vírus, foram 114 casos suspeitos de influenza no Estado, em 19 municípios paraibanos. Destes, 68 já tiveram investigação encerrada e 46 continuam pendentes de resultados.
Do total de casos notificados, 35 foram de síndrome gripal (SG) e 79 de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Dos casos encerrados, 18 (26,5%) foram positivos para influenza, sendo 16 (88,9%) causados pelo H1N1 e dois (11,1%) pelo vírus da gripe sazonal. Foram descartados 73,5% (50) dos casos já investigados. Segundo a gerente de Resposta Rápida da SES, Diana Pinto, houve um pico de notificações na 32ª semana epidemiológica (de 9 a 15 de agosto), com 29 registros de caso suspeito. Na semana seguinte, (de 16 a 22), o número baixou para 24 e, na 34ª semana (de 23 a 29) epidemiológica, caiu para seis.
“Essa tendência de queda já estava prevista no País, com o fim do inverno. Estudos mostram que o vírus sobrevive menos em climas quentes. No frio e umidade ele resiste até 10 horas no meio ambiente. No calor, sua sobrevivência diminui para até duas horas. Sem falar que no inverno, as pessoas tendem a se aglomerarem em ambientes fechados, o que aumenta o risco de contaminação”, disse.
Municípios - João Pessoa continua liderando o ranking de notificações de casos suspeitos de influenza, com 70 registros. Em seguida aparecem Campina Grande (com 14), Cabedelo (6), Bayeux (3) Coxixola (2), Patos (2), Santa Rita (2), Bonito de Santa Fé (1), Capim (1), Catolé do Rocha (1), Congo (1), Fagundes (1), Guarabira (1), Lagoa Seca (1), Mamanguape (1), Pedras de Fogo (1), Pocinhos (1), São Bento (1) e Tavares (1). Foram notificados três casos em pessoas de outros Estados que visitavam a Paraíba.
Segundo o boletim elaborado pela epidemiologista Diana Pinto, os casos confirmados da nova gripe estão distribuídos em seis municípios do estado, sendo que 75% (12 casos) destes ocorreram em municípios da área metropolitana, João Pessoa (9) e Cabedelo (3). Os demais são residentes de Campina Grande, Tavares, Coxixola e Guarabira, com um caso em cada um. Foram registrados dois óbitos, no Estado. Quanto ao local provável de infecção, sete (43,75%) dos confirmados são casos autóctones, e os demais, casos importados contraídos em outros países ou estados da federação. Entre os casos confirmados da nova gripe, há uma predominância do sexo masculino, representando 56% (9 dos 16) dos casos.
Foram notificados 11 casos suspeitos de influenza em gestantes de seis municípios do Estado. Até o momento, cinco foram descartados, um teve seu diagnóstico confirmado para Influenza A/H1N1 (que teve quadro clínico leve e evoluiu para a cura) e cinco estão sendo investigados. Dos casos confirmados da nova gripe, 44% (7/16) apresentaram quadro clínico leve da doença, enquadrados como síndrome gripal (SG) e todos evoluíram para cura.
Monitoramento de surtos – Segundo Diana Pinto, uma das estratégias da vigilância epidemiológica integrada de influenza é a detecção e investigação dos surtos de síndrome gripal – SG. “Entende-se por surto a ocorrência de, pelo menos, três casos de síndrome gripal em ambiente fechado/restrito, com intervalo de até cinco dias entre as datas de início dos sintomas. Até a 34ª semana epidemiológica, apenas um surto foi notificado no Estado, num abrigo de idosos da Capital, onde foram reportados sete casos suspeitos. Na investigação laboratorial todas as amostras coletadas foram negativas para o vírus influenza”, disse.