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Estado se prepara para vacinar contra pólio Imprimir E-mail
14-Jun-2009

Na Paraíba existem 316 mil crianças com menos de 5 anos, ou seja, alvo da vacinação contra a paralisia infantil. A meta da campanha nacional é imunizar 95% dessas crianças no estado. Apesar da vacinação já ter começado o chamado “Dia D” acontece na próxima semana, dia 20.

 

A Secretária Estadual de Saúde (SES) recebeu do Ministério da Saúde 450 mil doses da vacina contra a poliomielite, que foram encaminhadas as 12 Regionais de Saúde para distribuição nos 223 municípios do Estado.

Este é o 29º ano da campanha nacional e o 20º ano sem a doença no País. Além da pólio, os profissionais de saúde estão orientados a atualizar o cartão de vacina das crianças, com a aplicação de outros imunizantes constantes no calendário vacinal básico, a exemplo da tríplice viral (que previne o sarampo, a rubéola e a caxumba), e a tetra contra a difteria, coqueluche e tétano.

O coordenador de Imunização da SES, Walter Albuquerque, pede aos pais que não deixem de levar o cartão de vacina. Segundo ele, desde o início do mês a Coordenação de Imunização da SES está realizando reuniões nas Regionais de Saúde, para traçar as estratégias e o plano de trabalho da campanha. As pessoas que vão trabalhar na aplicação das vacinas também estão sendo capacitadas.

Na zona rural

Ele afirmou que na próxima semana, os vacinadores vão percorrer a zona rural de todos os municípios paraibanos para imunizar as crianças, ficando o ‘Dia D’ destinado à vacinação na zona urbana. “Vamos trabalhar de forma que nenhuma criança fique sem tomar a vacina e, para que isso aconteça, cada município vai elaborar seu plano de ação para que a meta determinada pelo Ministério da Saúde seja alcançada”, disse.

Walter Albuquerque lembrou que todas as crianças menores de 5 anos devem ser vacinadas, mesmo aquelas que apresentem tosse, gripe, coriza, diarréias leves, paralisia cerebral, síndrome de Dawn, rinites, asmas, desnutrição ou doenças crônicas do coração.

A pólio

A maior parte dos indivíduos infectados com o vírus da poliomielite não apresenta paralisia, mas apenas sintomas leves, com infecção localizada na garganta ou intestino. A poliomielite ou paralisia infantil é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, que pode provocar seqüelas permanentes ou levar à morte. O único reservatório da poliomielite é o homem. O vírus se instala e se multiplica no tubo digestivo e pode invadir o sistema nervoso central e atacar as células motoras.

O coordenador de Imunização da SES explica que não existe tratamento específico ou medicamento eficaz contra o vírus da poliomielite. “A única medida para controlar a doença é a vacinação de crianças menores de 5 anos, pois é neste grupo de idade que acontece o maior número de casos de paralisia”, disse.

Último caso

A Paraíba não registra casos de paralisia infantil há 20 anos. O último do País aconteceu em 1989, na cidade de Sousa, Sertão paraibano. “Temos que ficar vigilantes para evitar que o vírus selvagem volte a atacar. Enquanto houver casos de paralisia infantil em outros países, essas campanhas precisam ser mantidas, além da vacinação de rotina”, explicou o coordenador.

Em 1980, foram realizadas as duas primeiras etapas da Campanha Nacional de Vacinação. No ano seguinte, observou-se uma redução no número de casos da doença. “O desafio é o de sempre: lutar pela homogeneidade de coberturas vacinais adequadas, iguais ou superiores a 95%, em todos os municípios brasileiros, pois só assim conseguiremos manter erradicadas a pólio e a circulação do poliovírus selvagem no território brasileiro”, enfatizou Walter Albuquerque.

 
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