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Em Bayeux,professores em greve agridem funcionários da Secretaria de Educação Imprimir E-mail
04-Jun-2009
Um grupo de cerca de 30 professores de Bayeux invadiu, na tarde desta quarta-feira (03.06), a sede da Secretaria de Educação do município, na avenida Liberdade. Na ocasião do manifesto, pelo menos quatro funcionários foram agredidos, sendo que três mulheres tiveram que ser encaminhadas em uma viatura da Polícia Militar para o Hospital Materno Infantil. Entre elas estava Ivanita Gomes de Souza, de 64 anos, que é cardíaca e se sentiu mal.  
 


Com cartazes e carro de som, os manifestantes se reuniram inicialmente em frente ao prédio da prefeitura do município e depois seguiram em protesto, interditando a Liberdade, em direção à escola Edgar Seager, nas proximidades. Por volta das 15h, o grupo se dirigiu à Secretaria de Educação e um professor grevista impediu o acesso dos funcionários ao setor, agredindo-os. “Eles ficaram em frente à secretaria e um dos integrantes da manifestação bloqueou a porta principal. Quando tentei entrar, ele me agrediu. Foi quando começou o tumulto. Eles também tentaram destruir alguns equipamentos do local”, detalhou o servidor Josinaldo Honorato.  
 
Uma das funcionárias agredidas, Severina Costa dos Santos, que também sofre por conta de complicações cardíacas, lamentou a iniciativa dos protestantes e classificou a ação como uma falta de respeito aos trabalhadores da secretaria. “Fui agredida moralmente, assim como diversas pessoas da Educação que presenciaram o fato, porém não tinham relação com as negociações. Muitos acabaram passando mal por conta da atitude desrespeitosa de uma minoria”, declarou a funcionária, que também foi levada ao hospital pelos policiais militares. Outra servidora que sofreu agressão foi Marta de Oliveira Souza, que foi submetida recentemente a uma cirurgia de angioplastia (coração).  
 
Segundo a secretária de Educação de Bayeux, Madalena Araújo, a negociação com a categoria passou para a esfera judicial. “Não há condições de tratar com os professores nesse âmbito, já que eles decidiram tumultuar o caso, inclusive usando de agressão física, moral e psicológica aos nossos funcionários que nada tinham a ver com a discussão”, afirmou.  
 
Ela acrescentou que a secretaria tentou articular um acordo, no entanto, os sindicalistas estavam irredutíveis. “Eles não querem negociar e sim desestabilizar a administração. Nós estivemos abertos para o diálogo, inclusive tivemos mais de cinco rodadas de negociação, de forma pacífica. Não podemos agir sob pressão e de forma irresponsável em assumir um compromisso que no momento não poderemos cumprir”, detalha.  
 
Madalena disse ainda que a categoria foi beneficiada com um aumento de 10% sobre a Gead (Gratificação Específica de Atividade Docente), além de um reajuste salarial de 9%, concedido em janeiro deste ano e implantação do piso nacional do magistério, de acordo com a proporcionalidade prevista na lei federal. “Além disso, a folha está sendo paga rigorosamente em dia, o que mostra o interesse do prefeito Jota Júnior em melhorar a qualidade do ensino em Bayeux”, conclui.

A versão do Sindicato

 

Segundo o sindicato da categoria, não houve agressão por parte dos grevistas a funcionários da secretaria de educação. O que houve foi que um dos grevistas foi agredido em frente a sede da secretaria durante a mobilização e partiu para o revide. O sindicato informa ainda que a greve continua por tempo indeterminado.

 
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