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Bayeux é a próxima parada do Cinema na Rua Imprimir E-mail
28-Mai-2009
O cinema paraibano tem a cada dia se firmado com o surgimento de novos e ousados produtores, que muitas vezes recebem destaques em festivais e mostras nacionais, porém, são considerados ainda anônimos no próprio estado.

Pensando reverter essa situação o Projeto Cinema na Rua realizado pelo SESC-PB em parceria com o projeto local Atitude Cultural, levará para a cidade de Bayeux um conjunto de curtas-metragens paraibanos da nova geração do cinema. E a próxima parada é a Associação Comunitária da São Vicente situado naquele município, nesta sexta-feira (29), a partir das 18h30.

O primeiro vídeo da noite será o documentário “Cabaceiras” (2007, 16 min.), da diretora Ana Bárbara Ramos, faz um paralelo com a visão do nordeste brasileiro mostrado na mídia nacional, a partir da visão de quatro moradores da cidade que dá nome ao filme, no cariri paraibano, que, de posse de um serrote, dão fim aos estereótipos e falsas certezas acerca da realidade da região e das pessoas que aqui moram. Com uma bela fotografia de João Carlos Beltrão, o filme ganhou o prêmio de Melhor Curta 35mm do Juri Popular no Festival Cine PE 2007.

Quem passa pela cidade de Soledade, não imagina que na principal parada para descanso e alimentação de quem vem ou vai para o interior do estado, um comerciante utiliza do amor pelo cinema e da colaboração de amigos com a mesma paixão para fazer filmes de ficção. É essa história que conta o documentário Um Fazedor de Filmes (2006, 21 min.), de Arthur Lins e Ely Marques, vencedor de Melhor Curta Paraibano no III Cineport, em 2007.

De Campina Grande vem o curta de ficção O Bolo (2007, 14 min.), dirigido por Taciano Valério, que conta a estória de um pai que tenta sobreviver vendendo sua arte ao mesmo tempo que precisa comprar um bolo de aniversário para sua filha. Um vídeo poético sobre a desvalorização da cultura popular, e que também mostra uma realidade comum a vários brasileiros, artistas ou não, em qualquer parte do país.

Do diretor André da Costa Pinto, também campinense, o documentário Amanda e Monick (2007, 20 min.) mostra a vida de dois travestis na cidade de Barra de São Miguel, que aos olhos da sociedade podem parecer iguais pela sua escolha sexual, porém o filme faz um retrato humano dos dois, um que se prostitui e o outro professor do primeiro numa escola municipal, com muita sensibilidade e de forma direta e concisa. O filme ganhou prêmios em todos os festivais por onde passou, entre eles o prêmio do BNB de Melhor Curta-Metragem no Festival Guarnicê no Maranhão.

Gutemberg de Lima

 
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