Banhada pelo rio Sanhauá, a cidade de Bayeux está localizada na microregião de João Pessoa, com limites também com a cidade de Santa Rita. Com uma população de cerca de 100 mil habitantes em um território de 32.000 Km², a cidade faz parte da região metropolitana da Capital, que abrange também as cidades de Cabedelo, Santa Rita e Conde.
Patrimônio Natural
Bayeux é um município com um grande ecossistema de manguezal, se apresentando como região de grande importância para a preservação da flora e fauna do estado. Cerca de 60% do território municipal é constituído de manguezais e resquícios de Mata Atlântica, a exemplo da Unidade de Conservação Estadual da Mata do Xem-xem, com cerca de 180 ha. Na cidade também está localizada a Ilha do Eixo, ainda parcialmente inexplorada, no estuário do Rio Paraíba.
Apesar de toda essa diversidade de sistemas ecológicos representar um bom potencial de geração de renda através da exploração pelo ecoturismo, esse tipo de atividade ainda não foi explorado, mesmo Bayeux sendo cortada por rodovias federais e estaduais, possuir o maior aeroporto do estado, o Internacional Castro Pinto, e ter quilômetros de rios navegáveis, o que facilitaria o deslocamento das pessoas para esse tipo de atividade. Esse potencial turístico já foi objeto de estudos de várias entidades estaduais importantes.
Os rios da história
A colonização da cidade de Bayeux está muito ligada às histórias de João Pessoa e Santa Rita, pela proximidade com essas cidades. No século XVI, índios Potiguaras e Tabajaras viviam ao norte do litoral paraibano, às margens do Rio Paraíba e seus afluentes, o rio Rio Sanhauá e o Rio Paroeira, onde atualmente o município de Bayeux se situa.
Com a fundação da então cidade de Filipéia de Nossa Senhora das Neves, em 1585 e anos mais tarde do povoado de Santa Rita, teve inicio a colonização de um povoado distante quatro quilômetros de Filipéia, com o nome de Rua do Baralho, as margens do Rio Sanhauá. Começava ali a colonização do que seria, no futuro, a cidade de Bayeux. Em seguida o povoado recebeu o nome de Boa Vista e, em 1634, Barreiros - nome em decorrência do engenho de Barreiros.
Em 1944, através do Decreto-Lei estadual nº 454, a cidade passou a se chamar Bayeux em homenagem à primeira cidade francesa (de mesmo nome) a ser libertada do poder nazista pelos aliados durante a Segunda Guerra Mundial. O nome foi dado por sugestão à Rui Carneiro, interventor do Estado na época, pelo jornalista Assis Chateaubriand.
Em 1948, o povoado foi elevado à categoria de distrito de Santa Rita e finalmente em 1959, através da Lei n° 2148, Bayeux adquiriu o status de cidade. A principal artéria urbana da cidade de Bayeux é a Avenida Liberdade, cujo nome também remete a libertação da referida cidade francesa do poder nazista.
Os gostos e costumes de um povo feliz
A população de Bayeux é marcada por uma profunda religiosidade, fruto de sua colonização. Seu padroeiro é São Sebastião, cuja festa se realiza em 20 de Janeiro. O município ainda festeja o dia de São Pedro em 25 de julho, o dia de São Bento no mês de novembro e Nossa Senhora da Conceição em dezembro.
Suas manifestações culturais são representadas por quadrilhas juninas, grupos teatrais, Festival do Caranguejo, Carreata do Fusca, Corrida de Canoas, comidas típicas e artesanatos.
Na Paraíba, Bayeux é o município que mais produz caranguejo, fonte de renda para muitos moradores, mas devido a exploração desordenada, a produção do crustáceo vem caindo a cada ano.
O caranguejo é um dos motivos que proporcionaram a realização do "Caranga Fest - Festival do Caranguejo", realizada com bandas nacionais e locais e que conta com a presença de milhares de pessoas durante os três dias de festa. O caranguejo é também, o ingrediente principal de várias receitas locais, como por exemplo o Ensopado de Caranguejo, Caranguejo ao Coco, Patola de Caranguejo, Casquinha de Caranguejo e o Pirão de Caranguejo.